Darlene Araújo afirma ao O Popular que o PSDB trabalha para ampliar a quantidade de candidatas à prefeita nos municípios goianos

29/2/2020

A presidente do PSDB Mulher de Goiás, Darlene Araújo, em entrevista ao Popular veiculada neste sábado (29/2) afirmou acreditar que o partido quer ampliar o número de pré-candidatas a prefeitura das cidades goianas. Atualmente são 24 as postulantes. “Queremos ampliar este número até 24 de abril”, declarou à reportagem.

 

De acordo com a presidente tucana, a legenda vem se organizando para assegurar o uso da cota do Fundo Eleitoral. De acordo com Darlene Araújo, o PSDB Mulher nacional tem comissão eleitoral que fiscaliza os recursos destinados aos diretórios estaduais. “Na eleição passada foi observado o perfil da candidata, se ela já tinha mandato, seu engajamento na campanha, dentre outros aspectos”, lembra.

 

Confira a matéria na íntegra:

 

Mobilização tenta reverter queda número de eleitas

Repórter: Karla Jaime (O Popular)

 

Fim das coligações proporcionais obriga cada partido a ter ao menos 30% de candidatas, com repasse a elas de 30% do Fundo Eleitoral; em Goias, legendas correm para se adaptar às novas regras

 

As mulheres contam com maior respaldo legal e se mobilizam, nos partidos e em movimentos suprapartidários, para ampliar o número de eleitas neste ano. Um esforço para reverter a queda na representatividade feminina ocorrida em Goiás em 2018, além da presença ainda tímida no comando dos 246 municípios goianos: 34 prefeitas.

 

Estas eleições são as primeiras do veto às coligações proporcionais, o que obriga cada partido a ter ao menos 30% de candidatas. Se não cumprir a cota feminina, a sigla terá de reduzir as candidaturas de homens a fim de se adequar à proporção determinada em lei, o que tende a forçar o aumento da presença de mulheres na campanha.

 

Outra regra é que ao menos 30% da verba do Fundo Eleitoral, constituído de recursos públicos, têm de ser destinados às campanhas de mulheres, o que já está valendo desde o pleito de 2018.

 

Em Goiânia, por exemplo, onde há 35 vereadores, cada partido poderá lançar até 53 candidatos, dos quais, no mínimo 16 mulheres (30%). Até as últimas eleições, os partidos se coligavam e valia a média de candidaturas femininas do bloco, ou seja, uma legenda podia compensar o que faltava na cota de outra. Agora, cada sigla tem de assegurar número mínimo de candidatas.

“Eu acredito que é uma vantagem a chapa pura para o partido. Penso ainda que vai aumentar a possibilidade de eleger as nossas candidatas”, aposta a delegada Darlene Araújo, presidente do PSDB Mulher de Goiás. Atualmente, o partido tem 24 pré-candidatas a prefeita. “Queremos ampliar este número até 4 de abril” (prazo final para filiação).

No PSDB, eles vêm se organizando para assegurar o uso da cota do Fundo Eleitoral, informa Darlene. Conforme explica, o PSDB Mulher nacional tem comissão eleitoral que fiscaliza a destinação do recurso para o PSDB Mulher dos Estados e o Fundo candidatos, dos quais, no mínimo 16 mulheres (30%). Até as últimas eleições, os partidos se coligavam e valia a média de candidaturas femininas do bloco, ou seja, uma legenda podia compensar o que faltava na cota de outra. Agora, cada sigla tem de assegurar número mínimo de candidatas.

“Eu acredito que é uma vantagem a chapa pura para o partido. Penso ainda que vai aumentar a possibilidade de eleger as nossas candidatas”, aposta a delegada Darlene Araújo, presidente do PSDB Mulher de Goiás. Atualmente, o partido tem 24 pré-candidatas a prefeita. “Queremos ampliar este número até 4 de abril” (prazo final para filiação).

No PSDB, eles vêm se organizando para assegurar o uso da cota do Fundo Eleitoral, informa Darlene. Conforme explica, o PSDB Mulher nacional tem comissão eleitoral que fiscaliza a destinação do recurso para o PSDB Mulher dos Estados e o Fundo Partidário é depositado diretamente na conta da candidata, obedecendo a critérios. “Na eleição passada foi observado o perfil da candidata, se ela já tinha mandato, seu engajamento na campanha, dentre outros aspectos”

 

Darlene diz que não houve problema com candidatas laranjas no PSDB e não vê dificuldades em atingir 30% de candidaturas de mulheres. “No PSDB, temos cerca de 40% de filiadas. Temos quadro feminino suficiente e qualificado”

 

Na maioria das estruturas partidárias, existe o segmento mulher. O PT é exceção porque tem paridade, ou seja, 50% de dirigentes homens e 50% mulheres. Presidente do MDB Mulher de Goiás, Cleuza Luiz de Assunção, ex-prefeita de Britânia por dois mandatos e pré-candidata ao cargo, aplaude a lei de cotas e o fim das coligações, porém, ressalta que o empenho agora é pela aprovação do Projeto de tei (PL) 2235/19, de autoria do senador Luiz do Carmo (MDB-GO), que estabelece a reserva de ao menos 30% das cadeiras do Legislativo para cada um dos sexos e no caso da renovação de dois terços do Senado, uma vaga para candidaturas masculinas e outra vaga para candidaturas femininas. O PL tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

 

Segundo Cleuza, nas últimas eleições, o MDB lançou mais do que os 30% de candidaturas femininas previstos em lei. Para a disputa neste ano, ela cita que o partido conta em Goiás com duas prefeitas que tentarão se reeleger, Milena Lopes, em Jandaia, e Ana Cláudia, em Caçu, e 15 pré-candidatas a prefeitas e mais de 500 pré-candidatas a vereadora.

 

Sobre os 30% do Fundo Eleitoral, Cleuza explica que a Executiva nacional do partido aprovou a criação de uma comissão, com a participação do MDB Mulher, “que vai definir os critérios de distribuição de forma democrática e transparente”.

 

Além dos segmentos dentro dos partidos, também buscam alavancar as candidaturas femininas movimentos suprapartidários, como o Vamos Juntas, encabeçado pela deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), e o Vote Nelas. Em Goiânia, o Goianas na Urna tem como meta eleger dez mulheres para a Câmara Municipal.

 

Hoje são cinco vereadoras na capital. “Somos apenas 14% na Câmara Municipal e 4% na Assembleia Legislativa”, comenta Emilia Marinho, presidente do Goianas na Urna. Entre os 41 deputados estaduais em Goiás, só há duas mulheres: Adriana Accorsi (PT) e Lêda Borges (PSDB).

 

Queda

 

Reportagem do POPULAR (14/10/2018) mostrou que, nas eleições de 2018, as mulheres somaram 32,4% do total de candidatos, “mas entre os 64 políticos eleitos para representar os goianos no governo do Estado, na Assembleia Legislativa de Goiás, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, as mulheres são apenas 6%”. A representatividade feminina diminuiu em Goiás.

 

No Senado, terminou em 1º de fevereiro de 2019 o mandato de Lúcia Vânia (PSB) e os dois senadores eleitos, Vanderlan Cardoso (PP) e Jorge Kajuru (PRP), não têm suplentes mulheres. Na Câmara dos Deputados, Flávia Morais (PDT) e Magda Mofatto (PL) foram reeleitas, mantendo o número de duas mulheres na bancada goiana de 17 representantes.

 

Além do esforço em ampliar o número de eleitas para o Legislativo, busca-se abrir espaço nos partidos para mulheres nas candidaturas majoritárias. Neste ano, Goiânia tem o maior número de pré-candidatas a prefeita: a deputada estadual Adriana Accorsi (PT); a funcionária pública e ativista Mariana Lopes (Psol); a vereadora Cristina Lopes (Dra. Cristina), que deve deixar o PSDB e disputar pelo PL; e a arquiteta e urbanista Maria Ester de Souza (Rede Sustentabilidade), conselheira universitária.

 

No segundo mandato como vereadora pelo PSDB, depois de ter sido da Executiva Nacional tucana, Cristina Lopes critica que dificilmente se entrega candidatura majoritária para mulher. “Às vezes convidam, animam, incentivam, mas depois dão rasteira lá na frente”, afirma ela, lembrando que mesmo depois de eleitas, poucos partidos indicam mulheres para funções de comando.

 

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