Notícia

16/04/2018 16:00

Alckmin defende reformas e equilíbrio fiscal para estimular desenvolvimento

Ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin tem como algumas das pautas prioritárias para o país a reforma tributária e a redução do Estado

Ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin tem como algumas das pautas prioritárias para o país a reforma tributária e a redução do Estado.

O tucano defende uma agenda de reformas aliada à agenda de competitividade. Ele reforça que o PSDB está preparando um grande projeto de governo, observando o desenvolvimento regional, levando em consideração os diversos “Brasis” existentes na nação.

Para Alckmin, a questão central do Brasil é a fiscal. “Não adianta querer contornar outros problemas. A questão é fiscal, é gastar o que não tem. É inacreditável o nosso déficit primário. Ou aumenta a receita ou corta gastos”, defende.

Na avaliação do governador, não existe solução única, mas um conjunto de ações. Entre elas, a reforma tributária, com a simplificação do modelo, procurando atrair investimentos. Como destacou, é possível que a reforma ajude a elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em até 3% em 10 anos.

“Isso ajuda muito, pois diminui a sonegação e poderemos ter um sistema melhor. Tendo uma questão fiscal melhor, vamos ter juros baixos de forma permanente, câmbio melhor. O nosso foco deve ser numa recuperação sustentável. Para isso é preciso ter macroeconomia e a questão fiscal é a primeira”, diz.

Máquina pública

Para Alckmin, o Brasil tem, hoje, uma máquina pública pesada, burocrática e cartorial, que emperra a atividade econômica. Por isso, defende a urgência na redução dos gastos, da burocracia e do peso do Estado.

Ele defende mudanças no sistema político-eleitoral. Para ele, o modelo atual não é adequado. Uma das mudanças primordiais, avalia, é a adoção do voto distrital misto.

Alckmin também lembra que o partido é favorável a uma reforma previdenciária com foco na justiça social. “Não é algo impossível. Fizemos em São Paulo, em 2011, e já está implementado. Todo setor público só vai aposentar até o teto do INSS. A partir daí é Previdência Complementar (Prevcom). Aliás, outros Estados estão aderindo ao nosso modelo de São Paulo, como é o caso de Rondônia”.

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