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Análise: 12 fatores que podem levar a eleição em Goiás para o 2º turno 30 de setembro de 2018

Ronaldo Caiado lidera as pesquisas, mas não se pode desprezar a força da base aliada ao lado de Zé Eliton nem o histórico MDB que caminha com Daniel Vilela.

01/10/2018 - 11:22

Ronaldo Caiado lidera as pesquisas, mas não se pode desprezar a força da base aliada ao lado de Zé Eliton nem o histórico MDB que caminha com Daniel Vilela.

Veja abaixo:

1- Número de indecisos ainda é alto

A última pesquisa Serpes mostra que mais de 18% ainda não decidiu em quem votar para o governo. Outros levantamentos indicam porcentagem ainda maior de indecisos. Fato é que esse contingente eleitoral pode ser determinante para que ocorra o segundo turno. A pesquisa Serpes também mostrou outros dados interessantes: 28,1% dos entrevistas ainda podem mudar o voto até o dia da eleição; 45,9% ainda não definiram o voto e 32,6% sequer sabem o número do candidato em que vão votar.

2- Força dos prefeitos da base

A grande maioria dos prefeitos goianos é da base governista. Não se pode despreza a influência dos gestores nesta reta final, devido à sua capacidade de mobilizar a militância e captar o eleitorado nos municípios. No sábado, o prefeito Rogério Troncoso (PTB), um dos mais ativos em favor de Zé Eliton, organizou grande carreata na cidade para receber o governador. A mobilização impressionou Zé Eliton e aliados.

3 – Capilaridade do MDB em todo o Estado

Mesmo sofrendo derrotas consecutivas para o governo desde 1998, o MDB nunca deixou de ser grande em Goiás. O partido tem prefeitos em cidades importantes e a militância emedebista ainda é atuante. Daniel Vilela aposta muito nesse exército para crescer nos últimos dias de campanha.

4 – Fator Haddad vai aumentar votação de Kátia

Na pesquisa Serpes, o petista Fernando Haddad cresceu 6,1 pontos e ocupa a segunda colocação, com 14,1%. A onda de crescimento de Haddad certamente vai impulsionar a votação de Kátia Maria para o governo de Goiás. O presidenciável esteve em Goiânia na semana passada.

5 – Força da militância da base aliada

A operação da Polícia Federal fez foi acordar a militância. Um exemplo foi o evento de sábado, no comitê do PSDB na T-63: 4 mil jovens de todo o Estado marcaram presença para exaltar a candidatura de Marconi ao Senado. A militância tucana é aguerrida e se acostumou a aglutinar nos momentos mais difíceis. Se isso ocorrer novamente, a chance de segundo turno aumenta bem mais.

6 – Melhor desempenho de Zé Eliton nos debates

O governador Zé Eliton foi, indiscutivelmente, o melhor em todos os debates. Mesmo sendo atacados por todos os rivais, Zé Eliton manteve a calma e, com serenida, mostrou os feitos dos governos tucanos, além de apresentar propostas. Caiado sempre esteve no modo “sonolento”. Fugiu de confrontos com Daniel e Zé. Kátia foi monotemática e só soube exaltar Lula. Daniel teve alguns momentos de brilho, mas ainda se mostra cru para o embate mais acalorado. Há ainda o último debate, que será o de maior audiência. É o da TV Anhanguera, nesta semana.

7 – Tradição de segundo turno em Goiás

As últimas eleições aqui no Estado sempre foram apertadas e decididas no segundo turno. A polarização grande entre PSDB e MDB forçava a prorrogação do pleito. Este ano, claro, é diferente. Caiado tem uma boa vantagem, mas não se desprezar a militância tucana e a capilaridade do MDB em todo o Estado.

8 – Governo sempre tem mais de 25%

Outra tradição é o índice atingido por quem está no governo. O candidato governista sempre extrapola 25% dos votos. As pesquisas mostram Zé Eliton abaixo desse teto, mas o QG tucano tem certeza que o governador terá desempenho melhor no dia da votação.

9 – Eleitorado líquido, tudo muda rapidamente

No mundo de hoje, não se pode ter convicção forte sobre o sistema eleitoral. As redes sociais, a internet e a velocidade com que a informação se propaga transformam o ambiente da política da todo momento. Tudo pode mudar a qualquer momento. Até mesmo no dia da votação um fato novo pode surgir e alterar o quadro que estava estabelecido.

10 – Farra das pesquisas

A cada semana, mais de uma pesquisa é divulgada. Raramente os levantamentos mostram números parelhos. Os resultados quase sempre são díspares e não retrataram com precisão o sentimento do eleitorado. Fato é que hoje não dá para cravar nada baseado só em pesquisa.

11- Efeito Vilmar Rocha: teve mais do que as pesquisas mostravam

Em 2014, as pesquisas praticamente davam Caiado como eleito para o Senado e mostravam um Vilmar Rocha bem fraco. Quando as urnas foram contabilizadas; surpresa! Vilmar teve 37%, mais de 1 milhão de votos e por pouco não derruba o favoritaço Caiado. Muitos dizem que se Vilmar tivesse sido mais agressivo contra Caiado teria vencido o pleito.

12 – Desempenho de Vanderlan em 2016 contrariou pesquisas

Na disputa pela prefeitura de Goiânia em 2016, o Ibope errou feio nos números de Vanderlan Cardoso. O empresário começou a disputa lá embaixo, atrás de Iris e de Delegado Waldir. Na reta final, Vanderlan cresceu e obteve 31,8% dos votos e foi para o segundo turno com Iris. Uma pesquisa Ibope publicada dias antes do pleito mostrou Vanderlan só com 27%.


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